PINGO É LETRA

Sobre sentir e dizer… por apaixonados pela linguagem!

5.2.10

Hino à contemporaneidade

Com certeza meus escassos leitores já sacudiram muito o esqueleto ao ouvir essa canção. Devem ter se identificado com parte dela - ou com ela toda. É resumitiva, é complexa, é válida, é verdadeira e  talvez devamos nos esforçar para torná-la um hino pessoal à contemporaneidade. Tudo bem, um hino não faz um país e uma letra de música não é suficiente pra mudar uma pessoa e suas “humanidades”. Pode transformá-la em oração, então! Mesmo que você a saiba toda de memória… leia cada verso bem vagarosa e profundamente. Daí pra frente, Pingo é Letra!

 

TODA FORMA DE AMOR - Lulu Santos

Eu não pedi pra nascer
Eu não nasci pra perder
Nem vou sobrar de vítima
Das circunstâncias

Eu tô plugado na vida
Eu tô curando a ferida
Às vezes eu me sinto
Uma mola encolhida

Você é bem como eu
Conhece o que é ser assim
Só que dessa história
Ninguém sabe o fim
Você não leva pra casa
E só traz o que quer
Eu sou teu homem
Você é minha mulher

E a gente vive junto
E a gente se dá bem
Não desejamos mal a quase ninguém
E a gente vai à luta
E conhece a dor
Consideramos justa TODA FORMA DE AMOR.

criado por leofu    13:24:50 — Arquivado em: Sem categoria

26.1.10

Quem cuida de quem?

Foi a primeira pergunta que fizera a seu mestre. Até certo ponto, ouviu como resposta, todos cuidam de todos… mas ninguém cuida do que não se pode cuidar.

 

A próxima pergunta nem precisou ser feita. A resposta veio logo em seguida e ensimesmou o aprendiz: nem tudo se planeja. Não se planeja amar, não se planeja sorrir, não se planeja o tamanho, profundidade ou duração da felicidade. Assim, por que se poderia planejar o choro, o sofrimento?

 

Um segundo de hesitação do aprendiz e ouviu mais um pouco: planeja-se uma carreira, mas nem todos os seus degraus. Planeja-se a construção de uma casa, mas não a de um lar. Em um relacionamento, planeja-se até uma ação, mas é impossível planejar o que não lhe pertence: a reação.

 

Assim, não tente, disse ele, planejar a vida alheia, já que a sua própria é cheia de coisas “não-planejáveis”. Muito menos tente roubar, de alguém, o direito de escolha. Todo alguém tem direito de escolher os riscos que quer correr, as aventuras que quer viver, e tem até o direito de escolher a inconsequência, o pagar pra ver, a dar-se sem medida. E você só pode escolher embarcar ou não nessa escolha alheia – mas nunca tentá-la controlar.

 

Não é o rio que passa pela vida. É a vida que passa pelos rios. Fique aportado na margem, reme devagar, ou se entregue à correnteza na esperança de encontrar uma linda cachoeira. Só não tente planejar a viagem alheia nem impedir alguém de navegar. É ser tolo, egoísta. E é inútil. Pode te levar a uma vida sem uma única viagem emocionante sequer.

 

Ah, quer viajar também? Quer embarcar na viagem de alguém? Quer arriscar conhecer a cachoeira? Permita-se!

 

E se o barco virar? Perguntou, por fim, o aprendiz.

 

Se virar, virou, disse o mestre. Não chegou à cachoeira, mas pode aproveitar que virou e tomar um refrescante banho de rio. Disse isso e lhe entregou o pequeno pedaço de papel, que o aprendiz leu e entendeu que seria um longo aprendizado:

 

Não é sensato achar que um dia tudo dará certo. O importante é agora. Se não atuar completamente agora, não poderá esperar nada no curso de sua vida.” (D. Ikeda)

criado por leofu    19:59:01 — Arquivado em: Sem categoria

8.1.10

Lacuna

Lindo texto escrito por uma pessoa linda também! Um ensaio sobre relacionamentos que vale a pena ler. Da minha alma gêmea preta, Paulinha!

Lacuna

 

Numa conversa com amigos, dessas cujo objetivo é apenas entreter sem objetivo final, expus minha teoria sobre relacionamentos. Sim, essa é uma coisa que faço quando estou fiscalizando a natureza, ou melhor, fazendo nada – crio teorias. Pois bem, a teoria que apresentei a eles chama-se Lacuna. Acalme-se e acredite que até o fim desse texto você saberá do que se trata.

 

Quando duas pessoas se beijam, conversam e riem por uma ou duas noites está muito claro para eles e para o resto da sociedade que ficaram. Quando essa ficada fica mais séria, quando acontece um pedido e os familiares e amigos já os conhecem chama-se namoro. Mas agora vai a pergunta: qual será o nome daqueles dois, três e até quatro meses que duas pessoas passam juntas se beijando, transando e se divertindo? Seria um rolo, um test drive ou um caso? Sim, porque ficada não é mais?!

 

Ao ler o parágrafo anterior você pode ter se perguntando qual é a necessidade de deixar claro o que está rolando. Ah! Nesse momento você também já sabe que esse texto foi escrito por uma mulher. Afinal, apenas o sexo feminino e raros homens têm necessidade de deixar claro o que está acontecendo.

 

O problema da Lacuna é que normalmente gera confusão. Até porque dificilmente as pessoas saberão como lidar com algo que não tem nome. Na ficada, por exemplo, é sabido por todos que ele ou ela não ligará no dia seguinte. E mais, que pode beijar outra boca na sua frente sem que você se incomode. Já no namoro, SMS carinhosa, surpresa e outras coisinhas são desejadas, necessárias e ai daquele que não o fizer. É como se esse fulano estivesse indo contra a convenção, entende? A sociedade pune e ele deixa de ser “bom partido”.

 

Mas como devemos nos comportar na tal Lacuna? Devo convidar para sair, dizer que sinto saudade, ser fiel, dedicar música e cobrar tudo isso da outra parte envolvida? O que o outro vai pensar de mim se eu fizer essas coisas? Vai achar que sou louca e que me envolvi sozinha num relacionamento ou é exatamente isso que espera de mim? Nesse momento, provavelmente, a pessoa prática e bem resolvida que começou a ler o texto há alguns minutos está dando espaço para a dúvida e para a catarse.

 

Eu, realmente, acho que a sociedade precisa criar um nome e regras para esse espaço inominável. Assim a gente equilibra a expectativa dos envolvidos. O que não dá mais é para homens e mulheres, principalmente elas, passarem horas de seu dia refletindo sobre como agir. Pensei em batizar esse período de Permanecer. Afinal, é verbo de ligação como o ficar, e dura mais tempo. Faz sentido para mim, mas prefiro contar com a criatividade de vocês.

 

Ah! Já ia esquecendo, como é que se termina um relacionamento sem nome, sem regras e que teoricamente não é sério? Complexo, né.

Ana Paula Castro

criado por leofu    16:35:32 — Arquivado em: Sem categoria

1.1.10

E você fez!

Nesse réveillon, não pulei sete ondas. Fui pra beira do mar e deixei que elas simplesmente me alcançassem. Eu lá quero pular algo? Quero mais é o que mar me invada. Invada a minha vida e me lembre sempre de que nada do que foi será, de novo, do jeito que já foi um dia.

 

Chamar o ano passado de ano velho é uma tremenda falta de respeito. Foi um aninho só, afinal. Grandes mudanças, conceitos vistos e revistos, e uma longa estrada ainda pela frente. Além disso, o que chamamos de Ano Novo, em fevereiro, já não vai estar tão novinho assim. Logo, a ideia é pensar que não há o velho, nem o novo, mas há o diferente!

 

Ano passado, nesse dia, você não sabia tanto quanto sabe hoje; não tinha sorrido nem chorado tanto quanto já sorriu e chorou até hoje. Talvez fosse um pouco mais ingênuo, talvez um pouco menos maduro. Talvez um pouco mais covarde, talvez nem tão ousado. Mais magro, mais baixo? Mais gordo, mais rápido? Não importa.

 

Você era o “você-versão-2009” e agora é o “você-versão-2010”, e é ótimo que essa versão recauchutada, balanceada, realinhada, fique lá com suas marcas de revisão. Afinal, não se trata de um novo caminho, pois a vida é a mesma. Trata-se de um novo caminhar.

 

Voltando ao papo das ondas, confesso-lhes o meu desejo de Ano Novo. O mais importante e mais simples de todos: estar aqui no Ano Novo que vem!

 

Feliz 2010 a todos!

criado por leofu    15:58:22 — Arquivado em: Sem categoria

22.12.09

E o que você fez?

Concordo com o articulista Max Franco (ver tag): dá vontade de comprar uma metralhadora quando entro nas Lojas Americanas e ouço Ivan Lins e/ou Simone cantando suas canções natalinas. E dá vontade de USAR a metralhadora recém-comprada quando a mesma pessoa que desrespeitou os demais na fila, que reclamou de tudo, que fez cara feia pro caixa, vai embora e diz “Feliz Natal”. John Lennon, com toda razão, pergunta: é Natal… e o que você fez?

Por que esperar a árvore da Lagoa se acender para fazer o bem a alguém? De janeiro a novembro, tem gente esperando por nós. Tem gente acreditando que somos fortes e merecendo nosso carinho.

Por que chorar de emoção apenas com os especiais de fim-de-ano na TV? Tem muitos e muitos sentimentos presos, amordaçados no peito, vítimas de nossas travas psico-sociais, nos “gastando” por economizarmos lágrimas o ano todo.

Mais do que o vinho e o champanhe, tenho vontade é de beber o mundo todo de uma vez. Em um gole só, pular de novembro a janeiro e continuar a caminhada, com o sangue e suor que permeiam o cotidiano de quem acredita que não dá pra ser feliz o tempo todo - mas também não dá pra sofrer pra sempre.

Assim, talvez uma de nossas mais almejadas vitórias seja a de arrancar a estúpida máscara de bons velhinhos que alguns de nós insistem em usar para disfarçar o preconceito, os medos, a fragilidade emocional, a vergonha de ser um eterno aprendiz.

Natal tem todo ano. Mas nós não teremos todos os Natais e pode ser que essa constatação - ou esse temor - nos sirva de impulso. Não dá pra viver esperando Dezembro. Nem com medo de Dezembro.

E se a musiquinha faz tanta falta, escolho a que mais me acaricia a alma nesses tempos difíceis:

 

MARCAS DO QUE SE FOI (The Fevers)

Este ano quero paz no meu coração
Quem quiser ter um amigo, que me dê a mão

O tempo passa, e com ele caminhamos todos juntos sem parar

Nossos passos pelo chão vão Ficar

Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer

criado por leofu    16:22:47 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:

19.12.09

“Do começo ao fim”

Uma das belas citações do filme:

 

“Alguns homens veem as coisas como elas são e se perguntam por quê.

Outros sonham com coisas que nunca existiram e se perguntam: por que não?”

(Bernard Shaw - escritor irlandês)

criado por leofu    16:37:21 — Arquivado em: Sem categoria

9.12.09

No olho do furacão

Quem inventou o “fim-de-ano” deveria ter pensado nos jogos de futebol e inventado também os dois tempos de prorrogação e uma possível decisão nos pênaltis. Ô época corrida, em que se tenta resolver TUDO, ao mesmo tempo, e “pra ontem”! No meio dessa correria, não tem havido muito tempo pra escrever, mas deixo aqui um trechinho de uma canção da Ana Carolina. Pingo é Letra… e às vezes, reticências…
 

 

 

“É… vamos dando risada que a vida nos chama, não dá pra chorar

A minha oração é bem curta, pro santo não entediar

E vamos que vamos, e vamos que vamos, que dá…!”

(Tá Rindo, é? - Ana Carolina)

criado por leofu    18:20:10 — Arquivado em: Sem categoria

30.11.09

Sutilmente

SUTILMENTE (Skank)

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

criado por leofu    16:54:05 — Arquivado em: Sem categoria

26.11.09

De um amigo de corpo e alma…

…cuja imensa sensibilidade fez com que chamasse esses lindos versos de “uma coisinha que escrevi no ônibus”.

Quer sonhar? Sonhe comigo.

Quer chorar? Estou aqui e serei seu ombro amigo.

Quer caminhar? Caminharei contigo.

Não quer fazer nada? Faremos no domingo, porque nos outros dias da semana eu quero te amar, te amar, te amar…

Se quiser, também posso ser seu abrigo.

Na verdade, eu posso ser mil coisas de domingo a domingo, pois o que realmente importa é estar contigo.

Iuri Rodrigues

criado por leofu    10:11:07 — Arquivado em: Sem categoria

23.11.09

O sol passando sobre os amigos

Voltando de mais um acampamento de Grupo. Quase 60 pessoas no campo, aproveitando a natureza, aprendendo e ensinando a arte de conviver, sob a luz da Lei Escoteira e abençoados pelo astro-rei. Entre mosquitos e carrapatos, salvaram-se todos. Trouxemos pra casa memórias, respostas para algumas questões; e muitas outras questões sem resposta. É o finzinho do ano chegando… e o que vai ficar na fotografia?

Canção Pra Quando Você Voltar (Leoni)

Quando o sol de cada dia entrar
Chamando por você
Querendo te acordar

Vai ter sempre alguém pra receber
Fazer o seu jantar
Dormir no seu sofá

Alguém pra olhar a casa
E alguém que regue o seu jardim
Até você voltar

E como é normal acontecer
Se num entardecer a dor te visitar

Vai ter sempre alguém pra socorrer
Fazer o seu jantar
Dormir no seu sofá

Enquanto a noite passa por mim
Eu rego o seu jardim
Você já vai voltar

FOTOGRAFIA (Leoni)

(…) O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia

As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos

criado por leofu    21:51:30 — Arquivado em: Sem categoria

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