PINGO É LETRA

Sobre sentir e dizer… por apaixonados pela linguagem!

23.11.09

O sol passando sobre os amigos

Voltando de mais um acampamento de Grupo. Quase 60 pessoas no campo, aproveitando a natureza, aprendendo e ensinando a arte de conviver, sob a luz da Lei Escoteira e abençoados pelo astro-rei. Entre mosquitos e carrapatos, salvaram-se todos. Trouxemos pra casa memórias, respostas para algumas questões; e muitas outras questões sem resposta. É o finzinho do ano chegando… e o que vai ficar na fotografia?

Canção Pra Quando Você Voltar (Leoni)

Quando o sol de cada dia entrar
Chamando por você
Querendo te acordar

Vai ter sempre alguém pra receber
Fazer o seu jantar
Dormir no seu sofá

Alguém pra olhar a casa
E alguém que regue o seu jardim
Até você voltar

E como é normal acontecer
Se num entardecer a dor te visitar

Vai ter sempre alguém pra socorrer
Fazer o seu jantar
Dormir no seu sofá

Enquanto a noite passa por mim
Eu rego o seu jardim
Você já vai voltar

FOTOGRAFIA (Leoni)

(…) O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia

As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos

criado por leofu    21:51:30 — Arquivado em: Sem categoria

13.11.09

Lembranças de escolas

Artigo escrito para a edição eletrônica do jornal Redes Educativas e Currículos Locais. Pingo é Letra!

A FORMA E O TEMPO VAGO. AS FORMAS E OS TEMPOS VAGOS.

                Talvez uma das memórias mais marcantes de meus tempos de escola seja a de meu primeiro dia de aula no Colégio Pedro II, Unidade Engenho Novo II. Eu estava começando a 5ª série, vinha de uma escola que tinha 50 alunos apenas, e cujas paredes eram proporcionais à pequenez numérica de seus freqüentadores. No entanto, a Escola Nossa Senhora de Fátima, localizada em uma ladeira no pé do Morro dos Cabritos, me ensinara que, estando eu lá, haveria uma professora pra me dizer o que fazer. Estando eu lá, tinha que subir, sentar, rezar a Ave Maria e começar a aula.

                Até então, pode-se dizer que quem orientava meus passos acadêmicos era uma Santa – dali em diante, seria ninguém menos que o segundo imperador do Brasil. E ao chegar ao colégio, já tão diferente por ser a uma hora e meia de ônibus da minha casa – até o Nossa Senhora de Fátima eram só dez minutos caminhando – notei que todos se dirigiam à quadra, em vez de à sala. Fui. Afinal, quem era eu pra contestar uma galáxia quando mal tinha saído do meu planeta primário? Rapidamente, entendi que havia filas por série/turma e que, em cada fila, havia uma ordem de formatura: o tal número de chamada!

                Que número de chamada?? Isso não existia na minha antiga turma de doze colegas; mas era realidade na de quarenta e tantos alunos – e falo só da turma 504. Meu número, meu primeiro número de chamada, era o dezenove. Ufa. Data de aniversário, fácil de guardar. Cantamos o Hino Nacional e, à medida que saíamos da quadra, já começava o murmurinho: é tempo vago, é tempo vago.

                Eu não tinha nem a mais vaga idéia do que era um tempo vago. Quando perguntei aonde ir, me responderam com aquela informação redundante: é tempo vago! Pronto: parei e não fui a lugar algum. Não sabia o que era, mas isso não deveria ser na sala de aula – ninguém estava indo pra lá.

                Mais tarde, lendo todos os murais do colégio, como um novo espécime em uma brava empreitada pela adaptação ao meio, descobri, finalmente, que meus dias seriam divididos em tempos e que cada tempo seria usado para uma disciplina; às vezes, imaginem, seriam dois tempos com o mesmo professor! Eureka! Quando não tivesse aula daquela disciplina, era tempo vago!

                O exigente leitor pensará neste momento: quatro parágrafos pra contar esta historinha tão simplória? O ousado escritor dirá: sim. Simplória pra quem nunca passou o aperto de não saber o que é um tempo vago – breve período que, anos mais tarde, seria tão cobiçado e comemorado quanto um fim-de-semana!

                Daí por diante, foram muitas as descobertas: biblioteca, laboratório, semana cultural, xadrez, jornal mural, jornal do grêmio, jornal-jornal mesmo! Sala de música, sala de línguas e – como evitar? – até a sala da disciplina. Tudo fez parte da transformação de um menino inseguro de dez anos de idade em um jovem ousado e por vezes até bastante pretensioso, que resolveu encarar uma faculdade de Letras já sabendo que tempos vagos seriam tão escassos quanto os botões de seu uniforme branco, quase sempre adornado pelo emblema que ilustra este artigo.

                Não posso me queixar de nada. Fui de uma escola pequena e boa a um grande e excelente colégio. Naquela, aprendi a simplicidade das relações humanas e a importância da individualidade. Neste, a complexidade da convivência e os incessantes movimentos de cessão e/ou reafirmação de idéias.

                No meio disso, uma vida repleta de tempos. Tempos rebeldes e dourados. Uns tantos vagos e outros muito bem ocupados.

criado por leofu    23:59:50 — Arquivado em: Sem categoria

10.11.09

Mi Santiago querida

Escrevendo direto de Santiago do Chile, tive a felicidade de visitar a Feria Internacional del Libro, que está na cidade até o fim do mês. Muitos, muitos, muitos livros folheados, alguns comprados, outros tantos desejados!

Àqueles que não conhecem, apresento Pablo Neruda, o ícone da literatura chilena e um dos mais conhecidos do mundo. Este é o vigésimo poema de “Veinte Poemas de Amor y Una Canción Desesperada”:

20

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.

Escribir, por ejemplo: “La noche está estrellada, y tiritan, azules, los astros, a lo lejos.”

El viento de la noche gira en el cielo y canta.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.

En las noches como esta la tuve entre mis brazos.
La besé tantas veces bajo el cielo infinito.

Ella me quiso, a veces yo también la quería.
Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos.

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.

Oir la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.

Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche esta estrellada y ella no está conmigo.

Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.

La misma noche que hace blanquear los mismos árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

Ya no la quiero, es cierto, pero cuánto la quise.
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.

De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como esta la tuve entre mis brazos,
mi alma no se contenta con haberla perdido.

Aunque este sea el ultimo dolor que ella me causa,
y estos sean los ultimos versos que yo le escribo.

criado por leofu    00:18:32 — Arquivado em: Sem categoria

2.11.09

Medo de chuva?

Madruga insone. Coração na mão, mil ideias na cabeça… e sabe aquela lágrima por que todos esperavam? Caiu. Ela e muitas outras. Mas seu único testemunho foi mesmo o travesseiro.

Um sonzinho toca. Uma letra me toca. E quando já não se cabe dentro de si? E quando a rosa fere o dedo? Ganhei o mundo de presente e insisto em procurar o manual de instrução. Não existe. O que existe? Música, literatura, papo, abraço.

Hoje choveu de novo. Essa dádiva que nem sei se merecia; com suas gotas frescas, suas lembranças frescas. Oswaldo, Cazuza, Chico, Ana… algo a dizer?

Não? Ok, o post vai ficar assim mesmo, então, vago. Ainda não sei o que fazer com esse espaço aqui ao meu lado, vago. Enquanto não descubro, ando, vago. Divago.

 

METADE - Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

 

criado por leofu    02:53:24 — Arquivado em: Sem categoria

28.10.09

Ainda sobre memória…

A vida não é a que vivemos, mas a que lembramos e como a lembramos para contá-la.

MÁRQUEZ, Gabriel Garcia. Viver para contar. 2002

criado por leofu    21:21:52 — Arquivado em: Sem categoria

22.10.09

Sobre memória e felicidade

Dando aula, essa semana, me deparei com o texto abaixo. Pertence a uma prova de vestibular da UFF, e traz uma mensagem bastante interessante do Eduardo Galeano sobre a relação entre a memória e a felicidade. Segue uma tradução livre feita por mim. Pingo é Letra!

 

Em Días y noches de amor y de guerra me perguntei: “A memória nos permitirá ser feliz?” Ainda não tenho a resposta. Em um romance de uma escritora norte-americana, há um bisavô que encontra seu bisneto. O bisavô não tinha nenhuma memória, porque já a tinha perdido. Estava gagá. Seus pensamentos tinham a cor da água. O bisneto não tinha nenhuma memória porque era recém-nascido. Quando estava lendo este romance, pensei, “Essa é a felicidade perfeita”. Mas não a quero. Quero uma felicidade que nasce da memória e luta contra ela. Que provém da memória e da experiência, e que dela está dolorida, por ela é ferida, está por ela lastimada, mas que a partir dela caminha. Não é a memória como âncora, mas a memória como catapulta; não a memória como porto de chegada, mas como porto de partida. Há uma tradição indígena americana, que existia nas ilhas do Pacífico, no Canadá e em outras comunidades, como Chiapas, no México. Consiste no seguinte: quando o mestre artesão vai deixar seu trabalho porque suas mãos já tremem e seus olhos vêem pouco, entrega, em uma cerimônia, o seu melhor vaso de barro, sua obra-prima, a um jovem artesão que começa no ofício. O aprendiz recebe esse vaso perfeito e o joga no chão, quebrando-o em mil pedaços. Então, recolhe esses pedaços e os incorpora à sua própria argila. Essa é a memória em que acredito.

 

http://www.unesco.org/courier/2001 01/sp/dires.htm

Eduardo Galeano, Una voz contra la corriente

criado por leofu    17:09:51 — Arquivado em: Sem categoria

11.10.09

Rimas Simples

 

O mais bonito da linguagem poética talvez seja sua capacidade de se “encaixar” tanto na alma do eu-lírico como na de quem lé. Pingo é Letra!

 

SE E SE NÃO

 

Se você quisesse, não precisava perguntar

Se você pudesse, não precisava nem negar

Se você se permitisse, só pra facilitar

Se pelo menos me visse, poderia despertar

 

Mas quem garante que seria assim?

Quem garante que seria pra mim?

Quem é assim tão preciso

que saiba o dono do seu sorriso?

 

Quem ama deixa voar

E se deixa até sangrar

Vai diminuindo o tom

Vai repetindo o som

 

Copia letras

Repete a canção

Repete a canção

Repete a canção

Repete

criado por leofu    15:31:52 — Arquivado em: Sem categoria

8.10.09

LUZ, CÂMERA… E ?

             Li algumas vezes que a vida é como uma peça de teatro, em que não há ensaio, mas apenas estréias. É uma boa metáfora pra se dizer que é preciso aproveitar cada instante, não temer o desconhecido e todos aqueles conceitos super clichês… e super difíceis de colocar em prática.

            Mas e se a vida fosse um programa de TV? Talvez dissessem que é como um controle remoto sem botão de desligar ou que deveríamos ser “mais novelas” e “menos noticiários”; mais “comédias” e menos “dramas”; mais Tela Quente e menos Sessão da Tarde. Pois às vezes me pego pensando que não é tão simples assim ser dono de sua própria programação. A vida nos vai apresentando tantos roteiros, tantas opções, que podemos nos sentir verdadeiros canais de TV por cabo: uma infinidade tamanha de começos e fins que torna a escolha uma tarefa árdua. E corremos o risco de chegar aos fins de nossos dias pra descobrir que apenas “zapeamos”.

            E quando der vontade de chorar, que fazer? Novela das seis pra sofrer logo o que é preciso e aguardar a trama bobalhona das sete horas; ou fingir que estamos num desenho animado, ainda que logo depois dele venha o jornal da tarde e todas as suas problemáticas? Afundo num sofá de dúvidas e eventualmente me entupo de pipoca pra sentir que até um grão aparentemente estático um dia explode, e disso tudo pode vir algo muito bom.

            Pode ser que o melhor caminho seja mudar de lado e começar logo a protagonizar. Mas que falta faz alguém na direção, pra nos dizer o que fazer e pra onde olhar. Quando houver a necessidade de descansar, não sei se será permitido um intervalo ou se não, se é tudo ao vivo mesmo e eu que improvise. Também não quero lá tanta audiência; só seria bom conhecer melhor meus espectadores e, quem sabe, descobrir um par.

            Enfim, assisto e assisto… Gosto dos musicais, me emociono com o mais simples dos finais felizes. As emoções das tramas alheias me tocam e me instigam. Peito contido, canto preso, rosto fixo, olhar distante. Se eu chorar, não haverá dúvidas. Não se trata de encenação; é reality show.

 

criado por leofu    01:46:59 — Arquivado em: Sem categoria

30.9.09

30 de setembro - Dia do Tradutor

Perdoem-me as secretárias, que também comemoram seu dia hoje, mas a postagem é sobre os profissionais de Letras. Abaixo, trecho do meu discurso de formatura. Espero que gostem… e espero fazer parte das comemorações no 30 de setembro do ano que vem! Pingo é Letra, pessoal!

 

 

“Seria falta de modéstia atribuir nossa conquista de hoje ao futuro da humanidade? Seria soberbo nos apetrecharmos dessa “missão”? A resposta é simples, amigos. Para que uma guerra aconteça, não é necessária sequer uma palavra escrita ou falada. Mas para que a paz se restabeleça, comunicar-se é o primeiro passo, e isso se faz principalmente por meio das línguas.

Ok. Há gestos, símbolos, imagens e ações que podem parecer muito mais significativos que um discurso, por exemplo. Mas alguém deve ter dito, em algum momento do passado, que uma rosa é símbolo de amor, ainda que nos fure o dedo. Tenham sido os Dez Mandamentos, ou textos apócrifos da Antiguidade, alguém no passado entendeu que era preciso verbalizar e colocar no papel regras, conselhos, condições, a própria história.

Por isso, amigos, não há que se diminuir o papel do profissional de Letras neste processo de re-harmonização entre os homens e a natureza, entre os povos. Atuando na educação, na interpretação de conversas entre líderes mundiais, ou na tradução, o mundo das Letras abre portas para outros e pode significar, sem sombra de dúvidas, a alienação, a dominação ou a liberdade.”

criado por leofu    23:09:21 — Arquivado em: Sem categoria

28.9.09

Um novo tempo

Este foi um fim de semana de realizações, em todos os aspectos. Momentos felizes, serviço ao próximo, contato com a natureza e desafios superados.

Dentro do Movimento Escoteiro, do qual me orgulho de fazer parte, nenhum desafio parece ser maior do que a vontade de mudar um pouco o mundo que hoje temos. Pra não ser tão específico e não me alongar demais, apenas quero dizer que - sim! - é possível mudar e não há melhor caminho do que o da democracia e o da retidão. Uma não vale sem a outra. A outra não vale sem a uma.

Há cinco anos ouvi pela primeira vez os versos abaixo, compostos pelo poeta português Sidónio Muralha. Há três anos eles ficaram entalados na garganta. E neste domingo, finalmente puderam ser proferidos com propriedade e legitimidade:

“Parar? Parar não paro. / Esquecer? Esquecer não esqueço. / Se caráter custa caro / Pago o preço.”

O poeta os introduziu em uma época de ditadura e guerra civil em Portugal, mas são perfeitamente aplicáveis a um momento de reflexão, comemoração e, principalmente, de tomada de fôlego, pois há muito trabalho por fazer!

Parabéns à Chapa Espírito Escoteiro e ao Movimento de Reintegração Regional como um todo! Agora, é nosso dever (re)criar uma realidade da qual nos orgulhemos e que possamos mostrar aos nossos jovens como exemplo de que a Lei Escoteira nos faz maiores, melhores, e mais felizes!

 

NOVO TEMPO – Ivan Lins

No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver

Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança

No novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver

No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos
A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça

criado por leofu    01:23:27 — Arquivado em: Sem categoria

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